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Espetáculos de Música e Dança “Negras Raízes”

   O III Festival Afro terá apresentações de doze grupos de música e dança, autênticos representantes da diversidade cultural afro-brasileira. A coordenação artística dos espetáculos será do ator, diretor e produtor Haroldo Costa e a produção artística ficará a cargo do músico, pesquisador e arranjador Ruy Quaresma.  A apresentação do evento será do próprio Haroldo Costa e da atriz Maria Ceiça. Os espetáculos serão realizados de 05 a 08 de novembro, sempre a partir das 19h, no Ginásio do SESC Tijuca. ENTRADA FRANCA.

Programação dos shows:

Dia 05/11 - 5ª feira

19h | GRUPO IORÍ (Santeria cubana)

Fotografia: Sônia Mibielli

 
  O grupo Iorí foi formado em 2005 por percussionistas, músicos e bailarinas interessados em pesquisar, difundir e ensinar músicas e danças religiosas, especialmente as de origem afro-cubana. No III Festival Afro, o grupo apresentará o espetáculo “Sons e Movimentos de Cuba”, que mostrará ao público a cosmovisão das crenças religiosas dos “Yorubas”.  Os tambores evocarão os “orishas” (orixás, em espanhol) através de toques e cantos específicos de saudação, enquanto os orishas responderão ao chamado dos tambores expressando-se na simbologia da dança, dos objetos de poder e das cores representativas.  


20h | FABIANA COZZA

Fotografia: Dani Gurgel


   A paulistana Fabiana Cozza tem se destacado como uma das grandes cantoras brasileiras, seja no samba – sua profissão de fé, seja em outros gêneros. Com dois CDs lançados e doze anos de carreira, Fabiana, que trocou uma promissora carreira no jornalismo pela música, recebeu, em 2005, duas indicações ao Prêmio Rival Petrobras como "Revelação" e "Melhor Cantora de Samba", além de ter sido indicada ao Prêmio TIM 2008 nas categorias "Melhor Cantora de Samba" e “Melhor Cantora pelo Júri Popular”. Em 2009, Fabiana lançou dois novos projetos, um ao lado da Banda Mantiqueira e, outro, com o espetáculo “Fabianíssima – Tributo a Elizeth Cardoso”, que percorrerá o país até o final de 2010.

 

21h | FAROFA CARIOCA

   Duas colheres (das de sopa) de jongo, duas xícaras de choro, uma pitada de riso, um punhado de xote, um copo de hip-hop, dois dentes de reggae, duas xícaras de funk e samba a gosto: essa é a receita infalível do Farofa Carioca, que há mais de dez anos brilha nos palcos de todo o Brasil, cantando o cotidiano do Rio, as riquezas e mazelas da cidade, sua malemolência e o inconfundível charme carioca.  No repertório do seu show no III Festival Afro, o Farofa canta músicas do Cd “Moro no Brasil” (São Gonça, Moro No Brasil, Doidinha, Bebel, Lei da Bala, entre outras), além de novas composições e sucessos de artistas renomados da nossa música.

Fotografia: José Acevedo

 

Dia 06/11- 6ª feira
                                                             
19h |
MAURÍCIO TIZUMBA

Fotografia: Leonardo Lara

Em seus 35 anos de carreira, Mauricio Tizumba fez um percurso de grande relevância para as artes e a cultura afro-brasileira, divulgando o congado mineiro (manifestação religiosa com mais de três séculos de existência) e mostrando a sua importância e presença na identidade do nosso povo. Seus trabalhos sempre buscaram as ruas, as praças e o povo, com o objetivo claro de sensibilização para a arte, a cultura negra e a cultura em geral. Acompanhado pelo trio com o qual se apresenta há cerca de dez anos, formado pelas cantoras e percussionistas Raquel Coutinho, Beth Leivas e Danuza Menezes, Tizumba apresentará o repertório de seu novo trabalho, o CD e DVD “Mauricio Tizumba no Mercado”, gravado ao vivo no Mercado Distrital do Cruzeiro, em Belo Horizonte.

 

20h | MARCOS SACRAMENTO

Fotografia: Edu Monteiro



   Rotular Marcos Sacramento simplesmente por um estilo é deixar de ver os vários lados do artista. Sacramento é hoje um intérprete capaz de alinhar em um mesmo roteiro as delícias de Noel Rosa e Cartola com os nomes e gêneros mais contemporâneos. O talento dá as possibilidades, a inteligência cria os caminhos. Sem seguir receitas ou se adequar aos rótulos de mercado, Sacramento voa dentro de sua música. O único compromisso que assina é com sua liberdade de escolher o que canta. Voz, violão (Luis Flávio Alcofra) e percussão (Netinho Albuquerque): Sacramento não precisa de mais do que isso para mostrar sua música, deitar e rolar em seu rico repertório. Enxuto: um show que surpreende e agrada, pois só quem já viu Sacramento no palco sabe do que ele é capaz.



21h |
CARLOS MALTA & PIFE MUDERNO

    Um som totalmente ligado à arte e à cultura popular brasileira: este era o objetivo do multinstrumentista Carlos Malta quando criou o Pife Muderno, em 1994. Poliglotas musicais, ele (direção musical, arranjos, flautas e saxofones) e sua trupe formada por Andréa Ernest Dias (flautas), Bernardo Aguiar (pandeiro), Oscar Bolão (pratos e tarol) e Durval Pereira (zabumba) dão um nó na teoria musical, passando a harmonia para os tambores, fazendo a zabumba virar piano e o pandeiro, contrabaixo. Nas palavras do próprio Malta “O Pife Muderno é como um portal aberto para o intuitivo musical, um universo ligado mais no som do que no tom. Um tanto misterioso, difícil de definir, é preciso ouvir!”


Dia 07/11- sábado

19h | SUÍTE PARA OS ORIXÁS

Fotografia: Fernando Fiúza


   Suíte para os Orixás é um espetáculo criado pelo baterista e percussionista Esdra “Neném” Ferreira e o flautista Mauro Rodrigues que faz uma síntese da tradição dos Iorubás, original das nações Keto e Angola, e suas conexões com a “mineiridade”. O trabalho de pesquisa, composição e orquestração do projeto, que durou mais de três anos, adaptou as canções daqueles povos para flauta, percussão, bateria, vibrafone, contrabaixo e uma orquestra de cordas. Em seu espetáculo no III Festival Afro, Neném, Mauro e os demais integrantes do Suíte apresentarão os ritmos e cantos dos Orixás, desenvolvidos em temas rítmicos e melódicos.

 

 

20h | LENY ANDRADE

Fotografia: Erik Barro


   A maior cantora de jazz brasileira: esta é a melhor definição para Leny Andrade. Carioca, começou a estudar piano aos seis anos de idade e fez a sua estréia profissional aos quinze, como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves. Depois disso, passou grande parte de sua carreira pelos Estados Unidos e Europa, onde conquistou o respeito da critica e a aclamação do público. Cantou ao lado de Dick Farney, Luiz Eça, Wagner Tiso, Eumir Deodato, Francis Hime, Gilson Peranzzetta e João Donato, sendo reconhecida não só pela beleza, textura e o alcance de sua voz, mas também por sua notável capacidade de improvisação.


21h | ROGÊ

   O carioquíssimo Rogê começou a freqüentar aulas de harmonia e percepção musical ainda “moleque” e, mais tarde, já como aluno da Faculdade de Música da Unirio, se juntou aos amigos Duani e Seu Jorge para fazer músicas e composições. Em 2001, passou a se dedicar ao projeto “Rio de Verdade”, na Marina da Glória, onde durante quatro verões tocou ao lado dos maiores nomes da nossa música, como João Bosco, Bezerra da Silva, Beth Carvalho e Marcelo D2, para citar alguns. Foi nesse período que gravou o seu primeiro disco “Rogê”, sucesso de público. Depois de um hiato de quatro anos, Rogê gravou, em 2008, o Cd “Brasil em brasa”, onde o samba dá o tom, mas se deixa influenciar pelo suingue, o reggae e sambalanço.


Dia 08/11 - domingo
                                                           
19h |
SÉRGIO PERERÊ & GILVAN DE OLIVEIRA

Fotografia: Netum Lima



   O encontro entre os multinstrumentistas Sérgio Pererê e Gilvan de Oliveira mostra a música brasileira - feita em Minas Gerais - com olhar universal e influência das raízes africanas de seus ancestrais. No repertório do show estão composições próprias dos dois e também homenagens a outros compositores que comungam das mesmas influências e raízes. Pererê interpreta as canções utilizando os recursos de sua voz, que simula diversos instrumentos musicais, além de tocar violão, charango e percussões alternativas como panelas e bombona.  Gilvan e seu violão são pautados pela intimidade, pela técnica e pela emoção. Juntos, os dois se apresentarão no III Festival Afro acompanhados pelo contrabaixista Aloísio Horta e o percussionista Mateus Baiense.



 

20h | GÉRSON KING COMBO

   De um lado, um dos principais criadores do estilo black no Brasil e, de outro, a nova geração. Gérson King Combo e Supergroove juntaram forças e partiram em excursão pelo Brasil com repertório que traz o melhor do rei do soul brasileiro. Sensação nos bailes do Rio e São Paulo até hoje, com suas extravagantes capas, voz de trovão e dança setentona, Gérson foi um dos fundadores da banda Black Rio, o maior grupo de soul que o Brasil já teve. Mas foi em seu trabalho solo, quando foi rebatizado como Gérson King Combo, que ele experimentou o auge de sua popularidade. Em sua apresentação no III Festival Afro, Gérson King Combo & Supergroove prometem botar todo mundo pra dançar, com o melhor do soul, do funk e da discoteca.

21h | BNEGÃO


   BNegão se tornou nacionalmente conhecido como um dos vocalistas da banda Planet Hemp, apesar de já estar no mundo da música muito antes disso. Depois de sair do Planet, BNegão deu início ao seu projeto BNegão e os Seletores de Freqüência, que faz uma mistura explosiva de hip hop, ragga, dub, jazz, samba, soul, funk carioca e rock. Lançaram em 2003 o Cd "Enxugando Gelo", que além de angariar prêmios e citações pelo Brasil e o mundo afora, é considerado um marco no país, por ser o primeiro Cd nacional lançado comercialmente a ser disponibilizado na íntegra para download gratuito pelos próprios autores. No III Festival Afro, BNegão e os Seletores vão fechar o evento devidamente com  muito batidão, scratches, samplers, grooves e graves.